Tecto #6
Escusado será dizer que Manuel passou a almoçar dia sim, dia sim naquele café. Passou um dia, dois dias, uma semana, duas semanas e de Cris e Ricardo nem sinal, começava a metalizar-se que aquele "temos de fazer isto mais vezes" não passou de uma frase de circunstancia tipo: "vemo-nos por ai".
No final da terceira semana quando a esperança começava já a esvanecer, encontrou Ricardo sentado no café, estava sozinho, cumprimentou-o, pareceu menos caloroso, mas mesmo assim convidou-o para se sentar, convite este que aceitou, no momento em que se sentava, o telemóvel de Ricardo tocou, este atendeu-o, Manuel teve cuidado de se sentar de costas para a praia, desta maneira poderia ver se Cris se encontrava dentro do café. Porem isto não aconteceu Cris não tinha acompanhado Ricardo naquele dia. O almoço correu bem, longe claro do abanão que havia levado ha duas semanas. Quando Ricardo se foi embora, pediu-lhe que desse os seus cumprimentos a Cris, ao que este respondeu afirmativamente. Ficou então a pensar, no que realmente se estaria a passar, como era possível que em trinta anos de vida nunca lhe tivesse acontecido algo semelhante, seria algum sentimento que tinha ficado retido na adolescência, e só agora se libertara. Seria amor a primeira vista?, não, era demasiado céptico para acreditar nisso, alias cultivava em si a ideia de não existir qualquer deus ao qual compensava com o facto de existirem aproximadamente 500 mil almas gémeas no planeta para cada pessoa. O facto de existirem tantas pessoas "mal casadas" justificava-se pelo tamanho do planeta, pela propensão que as pessoas têm de ficarem pelas primeiras escolhas e também pelo facto de a grande maioria das pessoas não conseguirem viver sozinhas, nem que seja por um breve período de tempo. Por tudo isto continuava a achar, que aquele raio que o tinha petrificado, era só um pronuncio que estava carente, e que instintivamente o seu âmago viu em Cris a solução de todos os seus problemas."
No final da terceira semana quando a esperança começava já a esvanecer, encontrou Ricardo sentado no café, estava sozinho, cumprimentou-o, pareceu menos caloroso, mas mesmo assim convidou-o para se sentar, convite este que aceitou, no momento em que se sentava, o telemóvel de Ricardo tocou, este atendeu-o, Manuel teve cuidado de se sentar de costas para a praia, desta maneira poderia ver se Cris se encontrava dentro do café. Porem isto não aconteceu Cris não tinha acompanhado Ricardo naquele dia. O almoço correu bem, longe claro do abanão que havia levado ha duas semanas. Quando Ricardo se foi embora, pediu-lhe que desse os seus cumprimentos a Cris, ao que este respondeu afirmativamente. Ficou então a pensar, no que realmente se estaria a passar, como era possível que em trinta anos de vida nunca lhe tivesse acontecido algo semelhante, seria algum sentimento que tinha ficado retido na adolescência, e só agora se libertara. Seria amor a primeira vista?, não, era demasiado céptico para acreditar nisso, alias cultivava em si a ideia de não existir qualquer deus ao qual compensava com o facto de existirem aproximadamente 500 mil almas gémeas no planeta para cada pessoa. O facto de existirem tantas pessoas "mal casadas" justificava-se pelo tamanho do planeta, pela propensão que as pessoas têm de ficarem pelas primeiras escolhas e também pelo facto de a grande maioria das pessoas não conseguirem viver sozinhas, nem que seja por um breve período de tempo. Por tudo isto continuava a achar, que aquele raio que o tinha petrificado, era só um pronuncio que estava carente, e que instintivamente o seu âmago viu em Cris a solução de todos os seus problemas."
